Sobre e para sentimentos Quixotescos

"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia."

{Vinícius de Moraes}







segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Um dia radiante
Um vento aprazível
Um cafuné
Um bolo doce
Uma gargalhada
... E este chiclete cuspido agarrado no peito!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

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E a carga que carrega na cabeça
vai pesando o suficiente para embaçar a vista,
tapear as coisas de fora,
ignorar as coisas de dentro.
Vá lá, Benedita!
Vá arrumar sua trouxa enquanto o rio tem água,
que a sorte te lava.
O de fora é passageiro,
e o de dentro já nem existe
se te convences que a trouxa é fardo,
é trabalho, é água, é rio.

Marcela Pessôa
25/09/12



Imagem: Gildásio Jardim








quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Burrice

Burrice é um transtorno da alma!
Quando fica perdida e avança a passos largos sem perceber que caminha sobre espinhos em vez de caminhar sobre a relva.
Burrice é essa condição humana de admirar o jardim do vizinho e depreciar o que conquista com custo.
É essa estupidez em ignorar o que faz sentido, o que dá sentido, acreditando que o lugar nenhum é melhor que projetar o horizonte.
É esse orgulho besta de achar prudente cavalgar sozinho se até a loucura quixotesca tinha lá seu par.
Burrice é essa relutância em admitir que o universo é um todo indivisível demais para sermos individuais e desnecessários.
E acima de tudo, burrice é esta vontade de não querer, querendo!
De se abestalhar e perder tempo ruminando o que já é, ou o que já foi.
Mascando palavras tolas para exorcizar essas asneiras interiores que mesclam tristeza, amor e sei lá mais o quê!



Marcela Pessôa
13/09/12

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Adeus, amor


Quem sabe um dia...
Quem sabe,
A gente se presenteie de novo
Com este mesmo amor
De beijinho molhado no olho
Cheiro no rosto, dividindo cobertor
Quem sabe Deus queira,
quem sabe,
Conspirar pra gente confluir
Como um rio em que águas separam
E se reencontram na proa do mar
Quem sabe,
Ah, sim, quem sabe
Haverá mais “meu bem”, “amor” e outros tais
Que haverão mais peraltices, viagens,
cócegas, escurinhos e outros carnavais
Te deixo agora, sem segredo
Um beijo para que carregue em seu bolso
E quando o vento assoviar ao ouvido
Será meu suspiro te querendo de novo


Marcela Pessôa
29/08/12

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Eu te sinto aqui, poesia.
Eu te sinto aqui, saudade.
Eu te sinto aqui vida.
Aqui, poesia. Aqui.