Te aguardo.
Sua luz não vem de mim, mas também há de mim em você.
Precioso...
Bem querer de meu-bem-querer.
Minha semente morta floresce em você
E a dor e tristeza que habitavam, foram deixados para trás.
Te aguardo, precioso.
Amo a ela que disse sim e te deixou germinar.
Você está vindo e minh'alma se felicita
Que um sopro seu é pedaço meu também...
Seja bem vindo!
Corações aquecidos te aguardam...
Marcela Pessôa
14/09/2016
Sobre e para sentimentos Quixotescos
"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia."{Vinícius de Moraes}
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Ele
Transpassa e teleporta-se
Toca de um lado a outro como o sibilar da cobra
Arranha, distorce, machuca...
Vai e vem dançando no vento
E quão mais quente, mais dono de si
E de todos nós...
Agride, sufoca...
Beija secamente e penetra...
A garganta queima
Cortam-se as cordas
Reina como o jagunço mais destemido
Fomos
Seremos
Ele...
Marcela Pessôa
18/08/2016
Toca de um lado a outro como o sibilar da cobra
Arranha, distorce, machuca...
Vai e vem dançando no vento
E quão mais quente, mais dono de si
E de todos nós...
Agride, sufoca...
Beija secamente e penetra...
A garganta queima
Cortam-se as cordas
Reina como o jagunço mais destemido
Fomos
Seremos
Ele...
Marcela Pessôa
18/08/2016
sábado, 16 de abril de 2016
Tão normal
É assim de uma beleza tão normal que até é discutível se não é feiura
Esses olhos mortos, baixos, frouxos, perdidos
Esses lábios duros, ásperos e escurecidos
Essas maçãs apodrecidas
Sem contar os pelos rotos
Uns braços vazios
Umas pernas sofríveis
Uma bunda desbundada enquanto as coxas foram passear sozinhas
Uns pés de porco
Umas mãos de vaca
Um tronco que mal se sustenta estando em pé
Tem vida
É gente
Mas gente comum
Tão comum que na multidão ninguém se dá a contar
Não sabe se vinga ou se atrapalha
E no espírito, também não tem lá muita graça
Mas tem coração
Um coração
Ah, que coração
Pulsa jocosamente
Impulsa mais ainda
É de uma humanidade...
Marcela Pessôa
16/04/2016
Esses olhos mortos, baixos, frouxos, perdidos
Esses lábios duros, ásperos e escurecidos
Essas maçãs apodrecidas
Sem contar os pelos rotos
Uns braços vazios
Umas pernas sofríveis
Uma bunda desbundada enquanto as coxas foram passear sozinhas
Uns pés de porco
Umas mãos de vaca
Um tronco que mal se sustenta estando em pé
Tem vida
É gente
Mas gente comum
Tão comum que na multidão ninguém se dá a contar
Não sabe se vinga ou se atrapalha
E no espírito, também não tem lá muita graça
Mas tem coração
Um coração
Ah, que coração
Pulsa jocosamente
Impulsa mais ainda
É de uma humanidade...
Marcela Pessôa
16/04/2016
CPMB
Amor verdadeiro..
É esse sentimento de pertencimento a um mundo que, na verdade, não é seu como imagina.
Saber-se diante dele frágil e impotente, mas com a determinação e a garra...
É esse cuidado eterno nos detalhes.
Perceber com afeto os pequenos gestos e sentimentos.
É querer zelar infinitamente apenas por vontade de ser seu, tal como o sente...
É compartilhar essa vida, a memória,o barulho e o silêncio.
Eu vos faço uma prece, por cada suspiro de amor que me arrancam...
Simples e livre como a queda das folhas caducas em outono.
Eu vos amo.
Marcela Pessôa
11/04/2016
É esse sentimento de pertencimento a um mundo que, na verdade, não é seu como imagina.
Saber-se diante dele frágil e impotente, mas com a determinação e a garra...
É esse cuidado eterno nos detalhes.
Perceber com afeto os pequenos gestos e sentimentos.
É querer zelar infinitamente apenas por vontade de ser seu, tal como o sente...
É compartilhar essa vida, a memória,o barulho e o silêncio.
Eu vos faço uma prece, por cada suspiro de amor que me arrancam...
Simples e livre como a queda das folhas caducas em outono.
Eu vos amo.
Marcela Pessôa
11/04/2016
Ocaso do acaso
E com o campo, veio o abraço
E no encontro, a companhia
No copo d'água brindou o beijo...
Com o jardim, veio o céu
E com a terra, o seu sexo
Quê viu?
Que vil...
Que vão!
Na viola, a cantoria
No passeio, dada a mão
E na imagem, veio a beleza
Com a linha, virou poesia
E com o espaço, veio o prazer
Quem viu?
Quão vil?
Quem não?
A espádua nua acobertam as estrelas...
Com a carne suave desenhada na luz...
Com o suor do desejo refletido no espelho...
A brevidade das horas esboçou o senão...
Ai, ai...
Marcela Pessôa
30/01/2016
sábado, 20 de fevereiro de 2016
A gente
Não somos gente
Somos a subespécie do mato, da roça
Da pele seca e pé rachado que recebe o resto, porque merece o resto
O resto da economia, o resto da política, o resto da sociedade
Somos o resto, não gente
Gente arrestada, arrastada, arretada
Do pouco metal
Do pouco papel
Do pouco plástico
Dos olhos poucos
Daqueles olhos asquerosos e sedentos que nos golpeiam
Ou dos convalescidos que nos assistem
Vez em quando há olhos mesmos, com brilho...
Amorosos e esperançosos...
Mas dão neles as cataratas do tempo
Dão neles a pouca estrutura e estrutura pouca
Esvaecem
E se esvaecem conosco
Essa nossa luta
Essa labuta
O sol a sol
E sal na cacimba
E dor na alma
E o crioulo guardado no bolso esquerdo
Somos o resto de ser gente
A gente não é gente
A gente é o bicho
Sofre como bicho:
Acuado, maltratado, mutilado pela desumanidade humana
A gente é o broto triste na fissura da terra.
Marcela Pessôa
18/02/2016
Somos a subespécie do mato, da roça
Da pele seca e pé rachado que recebe o resto, porque merece o resto
O resto da economia, o resto da política, o resto da sociedade
Somos o resto, não gente
Gente arrestada, arrastada, arretada
Do pouco metal
Do pouco papel
Do pouco plástico
Dos olhos poucos
Daqueles olhos asquerosos e sedentos que nos golpeiam
Ou dos convalescidos que nos assistem
Vez em quando há olhos mesmos, com brilho...
Amorosos e esperançosos...
Mas dão neles as cataratas do tempo
Dão neles a pouca estrutura e estrutura pouca
Esvaecem
E se esvaecem conosco
Essa nossa luta
Essa labuta
O sol a sol
E sal na cacimba
E dor na alma
E o crioulo guardado no bolso esquerdo
Somos o resto de ser gente
A gente não é gente
A gente é o bicho
Sofre como bicho:
Acuado, maltratado, mutilado pela desumanidade humana
A gente é o broto triste na fissura da terra.
Marcela Pessôa
18/02/2016
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