É assim de uma beleza tão normal que até é discutível se não é feiura
Esses olhos mortos, baixos, frouxos, perdidos
Esses lábios duros, ásperos e escurecidos
Essas maçãs apodrecidas
Sem contar os pelos rotos
Uns braços vazios
Umas pernas sofríveis
Uma bunda desbundada enquanto as coxas foram passear sozinhas
Uns pés de porco
Umas mãos de vaca
Um tronco que mal se sustenta estando em pé
Tem vida
É gente
Mas gente comum
Tão comum que na multidão ninguém se dá a contar
Não sabe se vinga ou se atrapalha
E no espírito, também não tem lá muita graça
Mas tem coração
Um coração
Ah, que coração
Pulsa jocosamente
Impulsa mais ainda
É de uma humanidade...
Marcela Pessôa
16/04/2016
Sobre e para sentimentos Quixotescos
"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia."{Vinícius de Moraes}
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sábado, 16 de abril de 2016
CPMB
Amor verdadeiro..
É esse sentimento de pertencimento a um mundo que, na verdade, não é seu como imagina.
Saber-se diante dele frágil e impotente, mas com a determinação e a garra...
É esse cuidado eterno nos detalhes.
Perceber com afeto os pequenos gestos e sentimentos.
É querer zelar infinitamente apenas por vontade de ser seu, tal como o sente...
É compartilhar essa vida, a memória,o barulho e o silêncio.
Eu vos faço uma prece, por cada suspiro de amor que me arrancam...
Simples e livre como a queda das folhas caducas em outono.
Eu vos amo.
Marcela Pessôa
11/04/2016
É esse sentimento de pertencimento a um mundo que, na verdade, não é seu como imagina.
Saber-se diante dele frágil e impotente, mas com a determinação e a garra...
É esse cuidado eterno nos detalhes.
Perceber com afeto os pequenos gestos e sentimentos.
É querer zelar infinitamente apenas por vontade de ser seu, tal como o sente...
É compartilhar essa vida, a memória,o barulho e o silêncio.
Eu vos faço uma prece, por cada suspiro de amor que me arrancam...
Simples e livre como a queda das folhas caducas em outono.
Eu vos amo.
Marcela Pessôa
11/04/2016
Ocaso do acaso
E com o campo, veio o abraço
E no encontro, a companhia
No copo d'água brindou o beijo...
Com o jardim, veio o céu
E com a terra, o seu sexo
Quê viu?
Que vil...
Que vão!
Na viola, a cantoria
No passeio, dada a mão
E na imagem, veio a beleza
Com a linha, virou poesia
E com o espaço, veio o prazer
Quem viu?
Quão vil?
Quem não?
A espádua nua acobertam as estrelas...
Com a carne suave desenhada na luz...
Com o suor do desejo refletido no espelho...
A brevidade das horas esboçou o senão...
Ai, ai...
Marcela Pessôa
30/01/2016
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