Um centésimo...
Um milésimo de segundo
e parecia que meus olhos se prendiam à eternidade...
Fugaz...
Com braçadas ferozes cortou o céu
precipitando-se para a estrada...
Lá estava o alvo:
metido entre as pedras.
Da cor da terra.
Imóvel.
Alheio a festa no céu...
Havia chovido,
e os pássaros bailavam
com idas e vindas...
agradecidos com a prosperidade.
E zás...
Lá ia ele.
Patas precipitadas contra a gravidade...
mas já não adiantava tentar se esquivar...
As garras algozes já atravessavam os ares...
E com destreza ela acompanhava a estrada
para mostrar-nos sua vítima...
Seu troféu...
A branca calda em seu contraste com a plumagem
no ritmo perfeito de seu vôo acelerado.
Seu dia foi ganho,
a presa conquistada...
E eu jamais me esquecerei daquele poema
tatuado em meus olhos...
O suspiro da vida.
A lei da natureza.
Marcela Pessôa
01/12/2009
Sobre e para sentimentos Quixotescos
"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia."{Vinícius de Moraes}
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
...
Às vezes pensamos que sabemos...
E na certeza de saber reside o nosso erro.
Às vezes, pensamos que não sabemos...
E depois vivemos o remorso por ter duvidado de nós mesmos.
[...]
Qual das proposições mais te apunha-la?
[...]
De todo modo, vivemos sempre o auto-engano...
E na certeza de saber reside o nosso erro.
Às vezes, pensamos que não sabemos...
E depois vivemos o remorso por ter duvidado de nós mesmos.
[...]
Qual das proposições mais te apunha-la?
[...]
De todo modo, vivemos sempre o auto-engano...
Marcela Pessôa
17/08/2009
17/08/2009
sábado, 15 de agosto de 2009
Das novidades das coisas antigas
Aquilo que eu vi,
não sei...
Tinha um nome,
mas não li...
Tinha sobrenome...
Mas também não deu pra ler.
Eu acho que era um anúncio.
Um anúncio gente.
Um outdoor ambulante.
Com pequenas cifras
tatuadas em suas células...
Tinha sangue azul,
como os peixes da cédulas de cem.
O gênero,
depende de quem der mais.
O amor também.
Quanta autoestima...
Acho que, genericamente,
poderei denominar-lhe "objeto".
Marcela Pessôa
15/08/1009
não sei...
Tinha um nome,
mas não li...
Tinha sobrenome...
Mas também não deu pra ler.
Eu acho que era um anúncio.
Um anúncio gente.
Um outdoor ambulante.
Com pequenas cifras
tatuadas em suas células...
Tinha sangue azul,
como os peixes da cédulas de cem.
O gênero,
depende de quem der mais.
O amor também.
Quanta autoestima...
Acho que, genericamente,
poderei denominar-lhe "objeto".
Marcela Pessôa
15/08/1009
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terça-feira, 21 de julho de 2009
Uma nuvem em mim
Hoje tem uma nuvem em mim
Não sei porque cargas d'água se formou
só sei que ela existe.
E na sua existência umedece a minha alma
e enrijece meu coração.
Mas que diabos.
Tem uma nuvem em mim!
E eu não sei como faço para ela partir.
Só sei que me confunde,
e me mergulha,
e me afunda
e me faz sentir assim.
Com uma tromba d'água a subir pelo esôfago
e a afogar-me.
Dissipe-a de mim.
Faça-me este favor:
Canta o sol.
Que com ele a nuvem já evapora
e com ela partem
todos estes cristais
que me atravessam a face
brincando com a gravidade.
Marcela Pessôa
21/07/2009
Não sei porque cargas d'água se formou
só sei que ela existe.
E na sua existência umedece a minha alma
e enrijece meu coração.
Mas que diabos.
Tem uma nuvem em mim!
E eu não sei como faço para ela partir.
Só sei que me confunde,
e me mergulha,
e me afunda
e me faz sentir assim.
Com uma tromba d'água a subir pelo esôfago
e a afogar-me.
Dissipe-a de mim.
Faça-me este favor:
Canta o sol.
Que com ele a nuvem já evapora
e com ela partem
todos estes cristais
que me atravessam a face
brincando com a gravidade.
Marcela Pessôa
21/07/2009
domingo, 26 de abril de 2009
Brinca...
Brinca de treva
Que a selva te canta
Que o muro levanta
Aonde quiser
Levanta e se leva
Brinca de luz
Que a cor te seduz
Desejo qualquer
Fica parado
Brinca sentado
Estende a mão
Aonde puder
Brinca e se cansa
Como uma criança
Com o coração
Em uma colher
Marcela Pessôa
17-10-2007
Que a selva te canta
Que o muro levanta
Aonde quiser
Levanta e se leva
Brinca de luz
Que a cor te seduz
Desejo qualquer
Fica parado
Brinca sentado
Estende a mão
Aonde puder
Brinca e se cansa
Como uma criança
Com o coração
Em uma colher
Marcela Pessôa
17-10-2007
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