Um centésimo...
Um milésimo de segundo
e parecia que meus olhos se prendiam à eternidade...
Fugaz...
Com braçadas ferozes cortou o céu
precipitando-se para a estrada...
Lá estava o alvo:
metido entre as pedras.
Da cor da terra.
Imóvel.
Alheio a festa no céu...
Havia chovido,
e os pássaros bailavam
com idas e vindas...
agradecidos com a prosperidade.
E zás...
Lá ia ele.
Patas precipitadas contra a gravidade...
mas já não adiantava tentar se esquivar...
As garras algozes já atravessavam os ares...
E com destreza ela acompanhava a estrada
para mostrar-nos sua vítima...
Seu troféu...
A branca calda em seu contraste com a plumagem
no ritmo perfeito de seu vôo acelerado.
Seu dia foi ganho,
a presa conquistada...
E eu jamais me esquecerei daquele poema
tatuado em meus olhos...
O suspiro da vida.
A lei da natureza.
Marcela Pessôa
01/12/2009
Sobre e para sentimentos Quixotescos
"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia."{Vinícius de Moraes}
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