Cada teco do petisco
Cada pingo de chuvisco
Cada toco de cascão
Cada toque com a mão
Cada estalo da fogueira
Cada gata borralheira
Cada pedaço de queijo
Cada restinho de beijo
Cada ripa na chulipa
Cada brasa que crepita
Cada batuque no eco
Cada cheiro de boteco
Ahhh...mores!!!
Marcela Pessôa
23/03/2010
Sobre e para sentimentos Quixotescos
"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia."{Vinícius de Moraes}
quarta-feira, 24 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
Esquecimentos
Sim, hei de esquecer.
Esquecer os novos cheiros que me embriagaram.
Esquecer os novos sons que me domaram.
Esquecer as novas palavras que me usurparam de onde eu estava e me deixaram aqui, onde nem sei mais quem sou.
Hei, hei de esquecer.
O ritmo dançado durante a noite.
A aurora radiante pela janela.
Os cômodos.
Os abraços.
Os laços.
Sim, hei de esquecer.
Mas por agora, tudo vira poesia.
Marcela Pessôa
22/03/2010
Esquecer os novos cheiros que me embriagaram.
Esquecer os novos sons que me domaram.
Esquecer as novas palavras que me usurparam de onde eu estava e me deixaram aqui, onde nem sei mais quem sou.
Hei, hei de esquecer.
O ritmo dançado durante a noite.
A aurora radiante pela janela.
Os cômodos.
Os abraços.
Os laços.
Sim, hei de esquecer.
Mas por agora, tudo vira poesia.
Marcela Pessôa
22/03/2010
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esquecimento,
poesia
sábado, 20 de março de 2010
Inexatidão
Inexatos os tempos cordados
Em que sua espinha não lhe vale um vintém
Inexatos os tempos passados
Onde se mede o valor daquilo que não tem
Inexatos os tempos perdidos
Onde as palavras lhe fogem à razão
Inexatos os tempos caçados
Em que todo o mundo lhe foge à mão
Inexatos os tempos de glória
De uma vida que não se esqueceu
Inexatos os beijos da aurora
Tal como a face de Prometheu
Inexatos os destinos das pipas
Que docemente se jogam nos céus
Inexatos os sorrisos contidos
E as lágrimas turvas dos cílios do mel...
Marcela Pessôa
20/03/2010
Em que sua espinha não lhe vale um vintém
Inexatos os tempos passados
Onde se mede o valor daquilo que não tem
Inexatos os tempos perdidos
Onde as palavras lhe fogem à razão
Inexatos os tempos caçados
Em que todo o mundo lhe foge à mão
Inexatos os tempos de glória
De uma vida que não se esqueceu
Inexatos os beijos da aurora
Tal como a face de Prometheu
Inexatos os destinos das pipas
Que docemente se jogam nos céus
Inexatos os sorrisos contidos
E as lágrimas turvas dos cílios do mel...
Marcela Pessôa
20/03/2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Sobre amores e dentes!
Sentir-se em processo de apaixonamento
é tão estranho quanto sentir o dente que cresce:
Primeiro, tudo é vazio...
E quando se nota a lasca de pedra
que tão bravamente irrompe de sua carne
você se anima por saber
que tão logo terás um resultado!
(seja ele perfeitinho e brilhante
ou de um amarelo entortecido!!!)
Marcela Pessôa
é tão estranho quanto sentir o dente que cresce:
Primeiro, tudo é vazio...
E quando se nota a lasca de pedra
que tão bravamente irrompe de sua carne
você se anima por saber
que tão logo terás um resultado!
(seja ele perfeitinho e brilhante
ou de um amarelo entortecido!!!)
Marcela Pessôa
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