Sim, hei de esquecer.
Esquecer os novos cheiros que me embriagaram.
Esquecer os novos sons que me domaram.
Esquecer as novas palavras que me usurparam de onde eu estava e me deixaram aqui, onde nem sei mais quem sou.
Hei, hei de esquecer.
O ritmo dançado durante a noite.
A aurora radiante pela janela.
Os cômodos.
Os abraços.
Os laços.
Sim, hei de esquecer.
Mas por agora, tudo vira poesia.
Marcela Pessôa
22/03/2010
Sobre e para sentimentos Quixotescos
"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia."{Vinícius de Moraes}
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