Me sufoca com mãos sedentas de um porquê
Eu não sei te explicar
Eu não sei te dizer
Eu não sei te poupar
E me bate e me bate, e bate...
Sua lâmina irrompe minha pele magenta
Me domina como o eco o abismo
E me afronta com medo e sorriso
Me engole, me deturpa
Me maltrata e machuca
Aih, meu amor
Que flâmula desengonçada
Que estandarte de pelejo por nada
E que arte nesta batucada
Do meu peito que bate
e me bate em levada...
Marcela Pessôa
07/12/2010
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