Sábia direção tomam os ventos
Os alísios, os continentais
Que varrem o calor dos sentidos
Para além dos sentimentos normais
No labor dos céus fez-se a tromba
Que desaguou nos oceanos nus
Na triste seca do nordeste
Eu clamei por teus olhos azuis
Corrija-me Marte ou Vênus
Mas tu é filho do deus Possêidon
Pois o sabor que rege teu corpo
Não sairia desta terra marrom
Ouvi sobre acorde de anjos,
Cordéis e cantos de paz
Mas nenhuma melodia é tão doce
Quanto o som das tuas cordas vocais
A quimera que nasce no Outono
Morre na aspereza do Inverno
Tu nasceste na Estação mais frondosa
Estação de chegada deste torpor eterno
Cataclismos,
Avalanches,
Erupções,
Histórias sem fim...
Tudo posso poetizar
Para que por um segundo
Tu gostes de mim...
Marcela Pessôa
20/07/2005
Sobre e para sentimentos Quixotescos
"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia."{Vinícius de Moraes}
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